terça-feira, 13 de outubro de 2009

De que modo a noção de interdisciplinaridade contribui com a questão pedagógica?

A interdisciplinaridade, atualmente, está sendo tratado como a solução para o restabelecimento de uma nova ordem na educação-ensino, no país.

O termo interdisciplinaridade significa uma relação de reciprocidade, de mutualidade, que pressupõe uma atitude diferente a ser assumida rente ao problema do conhecimento, ou seja, é a substituição de uma concepção fragmentária para uma concepção unitária de ser humano.

A interdisciplinaridade pressupõe:

* uma atitude de abertura, não preconceituosa, onde todo o conhecimento é igualmente importante, onde o conhecimento individual anula-se frente ao saber universal;
* uma atitude coerente, sendo que é na opinião crítica do outro que fundamenta-se a opinião particular, supondo uma postura única, engajada e comprometida frente aos fatos da realidade educacional e pedagógica.

"A atitude interdisciplinar nos ajuda a viver o drama da incerteza e da insegurança. Possibilita-nos darmos um passo no processo de libertação do mito do porto seguro. Sabemos o quanto é doloroso descobrirmos os limites de nosso pensamento, mas é preciso que façamos". (Japiassú, 1976). É na intersubjetividade desse processo, que ocorre a interação e o diálogo, como únicas condições de possibilidade da interdisciplinaridade.

A ação pedagógica de efetivação da interdisciplinaridade se dá pelo desenvolvimento da sensibilidade, de uma formação adequada e necessária na arte de entender e esperar, e no desenvolvimento da criação e imaginação.

Referência:

Delacir A . Ramos Poloni - Professora de Geografia da Escola Técnica Federal de São Paulo. http://www.cefetsp.br/edu/eso/delacirinter.html

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Didática e sociedade: O conteúdo implícito do ato de ensinar.

O referido texto trata da didática como uma disciplina que foca também na dinâmica da sociedade. Agrupando a técnica, a uma forma singular de se ensinar de uma maneira direta ou indireta um saber. O mais destacado neste texto é a não-neutralidade da prática pedagógica, e como o próprio título já sugere, existe um conteúdo implícito no ato de ensinar. Levando em conta que todo ser humano carrega em sua oratória uma série de conhecimentos pré-adquiridos, não é de se estranhar que o professor tenha consigo a falta de neutralidade que por si só evidencia a relação entre o caráter social-individual da escola. Ao longo do texto, a autora faz um “passeio” na sociedade e como foram se dando as teorias de ensino, utilizando o pensamento de Comenius como expressão das transformações econômicas, políticas e ideológicas a partir da sociedade feudal. Cita também Marx para relacionar o conteúdo-forma do ato de ensinar onde ele leva em conta “as relações existentes entre o estágio de desenvolvimento das forças da sociedade, entre o desenvolvimento dos meios materiais de produção e o desenvolvimento histórico da sociedade.” Seguindo cita Gramsci entre outros teóricos e conclui assim dizendo:” a didática pode contribuir para desenvolver uma compreensão crítica da arte de ensinar na medida em que for trabalhada do ponto de vista da relação conteúdo-forma.”.


Referência:

DAMIS,Olga.Didática e Sociedade:o conteúdo implícito no ato de ensinar.In:VEIGA,Ilma P.A.(org)DIDÁTICA:O ensino e suas relações,Campinas,SP;Papirus,1996.(pp09-32)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Didática: Uma Retrospectiva Histórica

O texto faz uma análise, em primeiro momento, do papel da disciplina antes de sua inclusão nos cursos de formação de nível superior, entre os períodos de 1549 e 1930. Logo após, procura reconstruir a trajetória da didática a partir da década de 30 até os dias atuais.

A educação não era considerada um valor social importante, porque nesse período existia uma sociedade econômica agrário-exportadora-dependente, explorada pela Metrópole, ou seja, Portugal. Nesse período os jesuítas vieram com a tarefa educativa que estava voltada para a catequese e instrução dos indígenas,porém , para elite era oferecido outro tipo de educação.Sendo assim,os jesuítas foram considerados os principais educadores de uma boa parte do período colonial (1549-1759).

É um livro que retrata bem a educação e as prática da didática dos primórdios a atualidade.
Referência:

VEIGA, Ilma.Didática:uma retrospectiva histórica.In:VEIGA,Ilma P. A. (org).Repensando a Didática.Campinas,SP:Papirus,1992.(pp 25-40)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009


Escritores da Liberdade é um filme classificado como gênero de Drama. O filme é baseado em fatos reais, estrelado pela atriz Hillary Swank, que vive a personagem da professora “Erin Gruwell”. A história se passa por volta do ano de 1992, onde a cidade de Los Angeles vive uma verdadeira guerra nos seus bairros mais pobres, causados por gangues que são movidos pelas tensões raciais.

É meio a este drama, vivido por adolescentes na faixa etária entre 14 e 15 anos que Erin Gruwell assume a sala de aula, cansada de sua rotina diária e desiludida em relação à vida profissional, que ela muda radicalmente de profissão dedicando-se a educação. A professora chega cheia de expectativas a sala de aula, imaginava que todos os alunos iriam corresponder ao seu modelo educacional,tornando-se frustrante os primeiros encontros, as brigas, os desencontros e as insatisfações são constantes na expressões dos alunos, simplesmente ela é ignorada a ponto de ficar sozinha na sala de aula.

O filme Escritores da Liberdade traz na sua essência o resgate e a valorização a “Educação”, é possível ser um educador sem ser ditador, é um filme de fácil entendimento e que traz significativas abordagens no seu contexto. Recomendado ao público de graduação ou especialização em pedagogia, ainda a quem perceba na educação uma forma de autonomia e que, com a cultura e conhecimento têm-se bases para o que o mundo seja melhor e mais digno para todos.

Referência:

Direção: Richard Lagravenese. Produção: Richard Lagravenese. Roteiro: Richard Lavagranese, Erin Gruwell, Freedom Writers. Elenco: Hillary Swank; Patrick Dempsey; Scott Glenn, Imelda Staunton; April Lee Hernandez; Kristin Herrera; Jacklyn Ngan; Sergio Montalvo; Jason Finn; Deance Wyatt. EUA/Alemanha, 2007. Duração: 123 min. Genero: Drama.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009


Cate, uma jovem de 18 anos, quando criança foi enviada à cidade grande para estudar. Ao retornar, agora, ao interior, vem lecionar na escola primária da cidadezinha. Seu comportamento de vanguarda não agrada as professoras conservadoras.


Sobrinha do Monsenhor Aristides, Cate cresceu junto com o afilhado do tio, o Padre Beto, que não dava sossego à Professorinha. Vivia dizendo que ela era uma anarquista muito da maluquinha.


Tudo que fazia o encanto da meninada era motivo de incompreensão por parte dos pais, crítica acirrada das professoras e da diretora da escola. As aulas da Professora Maluquinha eram uma aventura feliz, uma alegre e contínua brincadeira. As outras professoras não aceitavam.


Um Maluco pode ser um insensato, mas também um apaixonado. É deste sentimento que Uma Professora Muito Maluquinha vem nos falar. Esta paixão, elemento fundamental a um professor, é justamente o que move as ações dessa Maluquinha. Ela ousa devolver à sala de aula e aos alunos algo indispensável à educação: o entusiasmo.

Referências:
PINTO, Ziraldo Alves. Uma professora muito maluquinha. São Paulo: Companhia Melhoramentos, 1995.
Imagem disponível em www.ziraldo.com/livros/profess.htm

Ser professor é gostar do outro. Juvany Viana.



Ao ler a história de vida de Juvany Viana, uma mulher humilde que batalhou muito para realização do seu sonho: ensinar. Com a leitura fica evidente o sacrifício que ela fazia para transmitir o aprendizado para os alunos, mesmo em condições precárias e chegando a trabalhar muitas horas por dia ela fazia e fazia muito bem diga-se de passagem.

Referência:

PRETTO, Nelson De Luca;SERPA,Luiz Felippe Perret (org.). Expressões de Sabedoria: educação, vida e saberes. Mãe Stella de Oxossi e Juvany Viana. Salvador: EDUFBA, 2002.

domingo, 30 de agosto de 2009

Análise do texto “Tendências Pedagógicas na Prática Escolar” do autor Cipriano Luckesi.



Para Luckesi, o educador é todo ser humano envolvido em sua prática histórica trasformadora.
Educador é o profissional que se dedica a atividade,intencionalmente, criar condições de desenvolvimento de condutas desejáveis,seja do ponto de vista do indivíduo seja do ponto de vista do grupamento humano.
O educador é visto como um ser humano,que pode ser sujeito ou objeto da história.

Ao analisar as tendências pedagógicas que influenciaram e continuam influenciando o ensino-aprendizagem da arte, teremos condições de escolher qual a prática educativa mais adequada como caminho a seguir neste novo milênio.

Muito já se escreveu sobre as tendências pedagógicas relacionadas à nossa prática em sala de aula, portanto, neste estudo não é intenção discuti-las aprofundadamente, mas sim retomá-las como base para a compreensão e reflexão sobre a situação em que se encontram o ensino e a aprendizagem da arte na atualidade.

Mescla entre as tendências pedagógicas

Atualmente, percebe-se nas escolas brasileiras de Ensino Fundamental e Médio, bem como no Ensino Superior, a influência persistente das tendências tradicionais - escolanovista e tecnicista - permeando a ação dos professores no ensino-aprendizagem de arte. Tantas décadas se passaram e elas permanecem fortes em muitos estabelecimentos de ensino, norteando a prática de grande parte dos professores.

Referência:
LUCKESI, Cipriano.O papel da Didática na formação do Educador.CANDAU, Vera Maria”et alii”. A Didática em questão.Petrópolis, RJ:Vozes,1996.(23-30)